Um belo dia, já faz tempo, fui lanchar no Mc’Donalds com meu irmão como de costume. Me deparei com aquele papelzinho que vem nas bandejas que sempre traz jogos e curiosidades. Nesse dia, trazia o significado dos nomes.
Procurei e achei o significado do nome “Almeida”, meu sobrenome, que denotava “lixeiro”, segundo aquele papel.
Perfeito! Sou então Nobre Lixeiro. Quando criei o blog, achei que o nome ficaria legal. Aí, só pra confirmar, fui procurar na net se o significado era mesmo esse. Resultado: não era. Não encontrei absolutamente nada dizendo que “Almeida” significava “lixeiro”, mas sim “planície”. O Mc’Donalds errou!
Mesmo assim dei o nome de “Nobre Lixeiro”, porque achei que combinaria com o que propus a mim quando decidi criar este blog: ir de um extremo ao outro. Como já disse, quero escrever sobre tudo o que me der na telha.
Já vi muita coisa por aí. De casas de taipa a apartamentos sofisticados. E acredito que é um privilégio ter visto as duas realidades, talvez um privilégio maior do que viver no luxo, e isso não é o “jogo do contente”.
Constatei que há aqueles que nascem na completa miséria e por isso acabam obrigados a viver em cavernas. E há aqueles que nascem em berço de ouro e vivem...em cavernas também. “Coisas são só coisas/servem só pra tropeçar”, mas “a gente não quer só comida/ a gente quer comida, diversão e arte”.
Me parece que procurar o caminho do meio é sempre o mais sensato a se fazer. Favor não confundir com mediocridade. Os extremos existem para que nós reflitamos sobre eles. Medíocre é aquele que não reflete sobre os extremos e dessa forma acaba por cometê-los.
Aqui você encontrará todas as minhas indignações, observações, admirações, lavagens de roupa suja, sujamentos de roupa limpa, filosofadas sem noção, opiniões sem fundamento (e quem sabe algumas com fundamento) etc.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Há Exatamente 1 Ano
No dia 20 de Janeiro de 2010, fui sozinho até a praia de Ponta Negra para fazer uma caminhada como estava acostumado a fazer durante as férias. Desci até a orla, andei um pouco e comprei um refrigerante numa daquelas barraquinhas do calçadão.
Parei para tomar meu refrigerante e fiquei admirando o mar quando, de repente, um cara que eu nunca tinha visto na vida me aborda. Quando vi que se aproximava, até achei que seria assaltado. Mas não, eu me virei e ele disse: “Jesus te ama!”. No início achei que era uma daquelas pessoas que vivem a tentar doutrinar os outros. Tentando me esquivar e sem saber o que dizer, respondi: “obrigado”. Ele então complementa: “termine sua faculdade!”. Nessa hora, fiquei paralisado. Não conseguia raciocinar. Como é que uma pessoa que eu nunca tinha visto sabia que eu fazia faculdade? E o mais importante: como ele sabia que eu estava pensando em abandoná-la? Não fazia a mínima idéia.
Só então reparei naquela figura. Não era um fantasma nem uma visão, juro. Era só uma pessoa como qualquer outra: um sujeito magro, calçando sandálias tipo havaianas, calça dobrada nos tornozelos e camiseta. Tinha aparência muito simples, diria que parecia até estar meio sujo, como um pedinte. Veio, me disse aquilo e pronto! Foi embora.
Aconteceu tudo muito rápido. Com os olhos, ainda acompanhei seus passos por algum tempo pelo calçadão e o perdi de vista no meio das pessoas que aproveitavam aquela manhã de quarta-feira.
Foi então que passou um turbilhão na minha cabeça. Teria sido coincidência? Certamente ninguém iria acreditar se eu contasse, sobretudo minha família que, como eu, tem tendências para o agnosticismo-ateísmo. Eu mesmo não acreditaria se outra pessoa me contasse. Teria achado que era mais um daqueles patéticos “testemunhos” que os religiosos contam para tentar convencer quem não freqüenta suas igrejas. As mesmas absurdas histórias, já comentadas aqui no blog, que por vezes circulam pela internet e que eu tanto detesto.
Só conto isso aqui porque realmente aconteceu. E aconteceu assim mesmo, sem direito a efeitos especiais hollywoodianos, cajados abrindo o mar ou sarça ardente.
Ainda custo a acreditar que aconteceu, mas aconteceu! Logo eu que, como Karl Sagan, critico tanto essa espiritualidade geocêntrica e esse deus que se preocupa com um grão de areia da praia que somos nós no Universo.
Considero Karl Sagan um grande cientista e ele nos ensina a usar sempre a razão. Concordo que a única experiência válida é aquela captada pelos nossos sentidos. Por isso meu espanto, pois naquele dia, que não esquecerei nunca mais, eu vi e ouvi aquele homem. Eis minha experiência religiosa.
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