sábado, 29 de outubro de 2011

Um Ano do Nobre Lixeiro

Hoje faz um ano que inventei de fazer este blog e pra marcar essa data eu saio em defesa dos meus companheiros garis. Me refiro ao episódio do vazamento do áudio do Jornal da Band em que o jornalista Boris Casoy ofende garis que estavam a desejar felicidades por ocasião das comemorações do ano novo.
A seguir o que o jornalista disse e o link do vídeo:
“...que merda...dois lixeiros desejando felicidades...do alto das suas vassouras...” / “...dois lixeiros...” / “...o mais baixo da escala do trabalho...”.


Bom, tentarei não usar do mesmo calão de linguagem do jornalista citado. Não preciso descer do salto, ou melhor, não preciso descer do alto de minha vassoura para falar dele.
É desconcertante o jeito como Boris Casoy menospreza toda uma classe de profissionais que prestam um serviço de enorme importância a toda a sociedade. Os garis, ou lixeiros, ou almeidas são responsáveis pela limpeza das cidades contribuindo, dessa forma, com a saúde da população. Se esses profissionais parassem de trabalhar, certamente o caos seria completo principalmente nas grandes cidades.
Tal comentário representa o que há de mais podre na elite brasileira e não poderia ter vindo de alguém menos elitista e conservador. Representa também a idéia do sucesso/fracasso no sistema em que vivemos, no qual ser “bem sucedido” significa ter o direito de humilhar qualquer profissional que receba um salário menor que o seu.
Detesto o termo fracassado. É bem típico dos norte-americanos, e nós estamos ficando mais parecidos com eles a cada dia.
Garis de todo o Brasil, façam uma limpeza em nossas almas varrendo todo o lixo para a casa do Boris Casoy!

sábado, 6 de agosto de 2011

À Minha Avó


Há dois mil anos os romanos resolveram homenagear seu primeiro imperador, Augusto, dando seu nome a um dos meses do ano: agosto. Mal sabiam eles que a superstição popular mais tarde difamaria essa homenagem: agosto, mês de desgosto.
No sertão, agosto é mês de seca, de fome e de escassez, mas a sábia natureza que a tudo tenta equilibrar, por misericórdia divina nos trouxe um alívio: justamente nesse mês nasceu a minha avó.
Talvez uma das lembranças mais antigas que eu tenha da minha avó seja a de sua chegada, de ônibus, vinda de Sousa trazendo um brinquedo pra Diego e pra mim. Lembro até qual era o brinquedo, era o Pega-peixe da Estrela, um de nossos muitos sonhos de consumo infantis.
Lembrar da minha avó é, sem dúvida, lembrar de todos os aniversários, não só os meus. Ela é a única avó que conheço que faz festa de aniversário para todos os filhos e netos. Foram muito poucos os anos em que não ganhei pelo menos um bolo. E as festas da minha avó são sempre fartas e, no dia seguinte, só para os netos ela conta onde esconde a bandeja de brigadeiros.
Minha avó me lembra preocupação: ela se preocupa e acompanha todos os nossos desafios e dificuldades. Recordo do dia em que passei no vestibular e liguei pra dar a notícia: ela me parabeniza e, emocionada e sem fala, logo passa o telefone pra vovô.
São inesquecíveis as histórias da minha avó. Ela nos conta que em sua infância, seu brinquedo preferido era o galamarte e que acreditava que o mundo terminava em Sousa. Além disso, ela relata com orgulho como alimentou irmãos e filhos, e estes nos revelam como minha avó sempre teve o dom da multiplicação dos pães trazendo gosto para onde antes não havia.
Elis Regina cantou que sempre acabamos sendo “como nossos pais”. Eu, porém, acrescentaria que somos também como nossos avós. Diria que há muito da minha avó em mim. Percebo isso quando me pego comendo leite condensado de madrugada ou até mesmo na minha aversão às visitas.
Uma vez eu disse que um conjunto de talheres dourados que a minha avó possui era o “tesouro da família Abrantes”. Nesta ocasião, aproveito para fazer uma correção: aqueles talheres nada são comparados ao que a senhora consegue fazer com eles, e mesmo o seu grande dom se torna pequeno diante da grandiosa Dona Tiquinha.
           Vovó, um feliz aniversário! E que a senhora possa, por muitos anos mais, trazer gosto ao agosto de nossas vidas.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Enfermagem


Há alguns dias, aconteceu minha formatura. Foi uma cerimônia muito linda, mas acabei nem sentindo direito. Parecia que estava anestesiado. Se nossa querida juramentista tivesse jurado um poema de Cecília Meireles, eu teria repetido tudo sem hesitar.  No final das contas, quebrei o suposto carma de não me formar.
Chegando ao fim desta longa caminhada, é impossível não relembrar os motivos que me fizeram escolher a Enfermagem como profissão. Nos tempos do temido vestibular, o que eu pensava, quando o assunto era profissão, era que queria algo que me permitisse ajudar os outros de alguma forma. Simpatizava com a Biologia e admirava meus parentes profissionais da saúde. Essas razões, aliadas à influência da família e até de colegas, foram as responsáveis por duas reprovações em Medicina.
Tudo bem, “nem sei se quero ser médico mesmo”, “o que eu quero é a área da saúde”. E dia após dia continuava sem saber para que curso prestar vestibular. Decidi às vésperas da inscrição: Enfermagem. “Mas você quer mesmo isso?”, “quer mesmo limpar catarro e bunda de gente?”. Quero!
Todos me tinham como alguém extremamente dependente que não sabia nem pegar a água da geladeira e beber, mas eu pensava que se havia pessoas capazes, por que eu não o seria? Tinha eu alguma deficiência? Não! Se tanta gente consegue, por que eu também não conseguiria?
Fazendo a inscrição, já me imaginava sendo um profissional muito comprometido que ia além das atribuições da profissão, alguém que se doa totalmente, quase um santo. Demorou um pouco até eu perceber que mal daria conta de minhas atribuições.
Os três primeiros períodos do curso de Enfermagem foram quase que só Biologia. Foram trabalhosos, mas divertidos. Uma época mais de descobertas que de aprendizado. A partir do quarto período, a Enfermagem propriamente dita começa a aparecer. É aí que começamos a nos deparar com a triste condição humana. E foi aí que, no íntimo, comecei a querer deixar o curso. Pensava: “não agüentarei passar o resto da minha vida vendo sofrimento...”, “mas ainda há tanto pra aprender, estou só no começo...”, “ainda vai chegar a parte boa do curso...”, “seria tanto tempo jogado fora...”. Resolvi permanecer.
A Enfermagem se propõe a ser a “arte do cuidar”. Mas o que vem a ser isso? Bom, mesmo depois de formado é um pouco difícil dizer. Mas depois de quatro anos e meio de curso, digo o seguinte: a Enfermagem é a profissão que lida com as diversas situações de saúde que um indivíduo ou um coletivo podem enfrentar. Só tem um problema nesse conceito: ele não diz absolutamente nada de prático. O que o enfermeiro faz, afinal? O campo de trabalho parece tão amplo (e amplidão acaba se confundindo com inexatidão) quanto esse conceito citado de forma que, muitas vezes, o enfermeiro acaba se tornando um “faz tudo” ou pior, um “quebra galho”.
Vi uma Enfermagem que quer se desvencilhar da imagem de auxiliar do médico, mas que muitas vezes acaba por realizar esse trabalho. Essa é uma parte da profissão sim, e é a que mais aparece nas novelas, filmes e seriados enlatados americanos moldando, na população, a imagem que esta tem da profissão. Vi uma outra Enfermagem desconhecida das massas, preocupada com o coletivo e o social, quase comunista, mas que enfrenta o desafio impossível de tentar implementar suas idéias num mundo individualista e regido pelo capital.
No auge das decepções do meu estágio na atenção básica, participei de um grupo de discussão que tratava justamente do papel da Enfermagem e da visão que tínhamos sobre ela. Aproveitei pra desabafar e disse muitas das coisas sobre as quais escrevi aqui. Disse ainda que “me sentia frustrado, de certa maneira, porque as grandes demandas na unidade de saúde eram pelo profissional médico: todos queriam apenas a receita médica ou marcar um exame de forma que a assistência de enfermagem parecia meio forçada para alguns”. Eu afirmei ainda que “me identificava com os usuários naquele momento, porque quando eu adoecia, procurava somente o médico também e não a Enfermagem”.
Depois que todo o vendaval do final do curso passou, percebi que fui muito injusto com minha profissão ao fazer essas afirmações, embora saiba que muitos possam ter se identificado com elas. Sempre relembro o momento em que realmente precisei de assistência que foi quando tive apendicite em 2003 e digo que, realmente, nesse momento eu não procurei a Enfermagem. A Enfermagem é que me procurou primeiro. Nas pessoas das enfermeiras Jacqueline, Maria de Lourdes e Jussara, eu recebi a melhor assistência que alguém poderia receber.
A enfermeira Maria de Lourdes veio me pegar em casa e me levou pra fazer exames, quase vomitei no carro dela. A enfermeira Jussara veio até minha casa avaliar minha ferida cirúrgica. A enfermeira Jacqueline trocou meu curativo todos os dias. Muitas dessas ações não são rotina na unidade básica?
           Concluo esse post acrescentando que a Enfermagem é uma profissão “visceral”, explorando todos os sentidos que essa palavra possa ter.

domingo, 12 de junho de 2011

FESTA DE JUNHO

Mainha voltou hoje de Marcelino Vieira e trouxe de volta minha inspiração. Faz tempo que não me animava em escrever, acho que ela andava meio perdida pelo meu interior (minha inspiração, não minha mãe!). Minha mãe sempre viveu e vive no interior, embora more aqui em Natal comigo. Já eu não. Me mudei de mala e cuia no final do ano 2000, o ano do fim do mundo, como muitos diziam.
Como se sabe, mais uma vez o mundo não acabou. Mas talvez tenha acabado o meu mundo antigo sim. E o meu mundo antigo não é Alexandria, onde moram muitos parentes e só fiz nascer, é Marcelino Vieira.
Marcelino Vieira, pra quem não conhece, é uma cidadezinha do alto oeste potiguar. E o melhor dessa cidade é, sem dúvida, a festa do padroeiro Santo Antônio no mês de junho. A propósito, o famoso Jegue Folia teve origem no “Quatorzão”, último dia da festa. Ela era aguardada o ano inteiro por nós. Juntava dinheiro num cofrinho pra gastar no parque de diversão que sempre vinha nessa época.
A festa acontece justamente num mês em que as chuvas ainda são comuns e tudo ainda está verde. A cor verde é sempre a mesma, no litoral ou no interior. Mas o verde do interior é como o filho pródigo: por não estar presente todos os dias, é mais aguardado e quando chega, é recebido com alegria.
Diego e eu contávamos os dias pra chegada do parque e, quando chegava, não nos contentávamos em esperar, passávamos o dia na praça observando a montagem dos brinquedos e o surgimento daquele sonho. Era roda gigante, carrossel, as canoas, os aviões e a sombrinha, esta última proibida pra gente porque mainha considerava muito perigoso o jeito como as pessoas brincavam de se empurrar nela.
Toda a população se preparava para a festa. Mesmo as pessoas mais humildes juntavam dinheiro para vestir as melhores roupas nessa época. Os vieirenses que moravam em outras cidades também economizavam para viajar até Marcelino Vieira. A cidade ficava lotada de gente e se enfeitava toda para recebê-los.
Todo dia íamos à novena. O melhor mesmo pra mim não era a novena, era a queima de fogos ao som da banda de música. Eu odiava os fogos que só faziam barulho, tapava o ouvido. Lindo mesmo eram as estrelinhas brancas e coloridas. Ah, e a roda de fogo, e o telegrama e o ponto alto: o balão. Hoje sei que é errado, mas que era lindo era.
Depois da novena íamos pra “rua”. A “rua” é a praça do centro e imediações. Lá era melhor ainda, o parque de diversões ficava lá. Além de fazer muitos calos nas mãos de tanto puxar a corda das “canoas” e de rodar na roda gigante até enjoar (menos na amaldiçoada cadeira número 13, né Diego?), bebia muito refrigerante no Bar do Zé no famoso Calçadão, comia algodão doce, pipoca, tomava sorvetes de 25 centavos (corria um boato que eram feitos com água suja, mas ninguém ligava). Ah, eu também adorava jogar videogame nas “games”, um tipo primitivo de lan house muito comum no interior.
Além de tudo isso, eram famosas as festas no mercado e as que aconteciam no meio da rua. Dia 10 era a “Festa do Povão” de graça na rua, dia 11 era a Banda Grafith no mercado e a melhor e mais aguardada, a do dia 12, sempre lotava. Tinha também leilões, inúmeras “farras” espalhadas pela cidade e as barraquinhas que vendiam bugigangas adoráveis. Vale lembrar que muitas dessas festas só acabavam com o raiar do dia na famosa “alvorada” ao som da banda de música.
Dia 13, a tristeza já era geral porque se aproximava o final da festa. À tarde, ficávamos a observar a enorme procissão de fieis muitas vezes aos prantos, se despedindo e já sonhando com um próximo encontro que só iria voltar a ocorrer no ano seguinte.
E pra encerrar, no dia 14 acontecia o Quatorzão, uma espécie de carnaval fora de época que reunia os diversos blocos e grupos de amigos. Um desses blocos originou o Jegue Folia.




Marcelino Viera, minha cidade, muitas saudades de você.

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Busca

Há exatos 50 anos o homem viajou pela primeira vez ao espaço realizando um sonho antigo da humanidade e Yuri Gagarin, astronauta soviético protagonista de tal feito, surpreendeu o mundo com a simplicidade de sua expressão ao ver nosso planeta lá de cima (se é que podemos usar o termo “de cima” no espaço): “a Terra é azul!”. São poucos, porém, os que conhecem a frase na íntegra: “a Terra é azul, e eu não vi Deus”.
O que ele pretendia dizer com isso? A maioria deve acreditar que ele quisesse expor ao mundo seu ateísmo típico dos comunistas. E pode até ter sido isso mesmo, mas creio que nas entrelinhas ele nos coloca, mesmo sem querer, diante de nossas mais profundas questões existenciais.
Todos nós nos fazemos aquelas perguntas clássicas: Quem somos? De onde viemos? E quando Gagarin, mesmo com todo seu deslumbramento perante a visão de nosso planeta, afirma que não viu Deus, me parece haver mais uma frustração por não ter suas perguntas esclarecidas do que uma suposta comprovação da veracidade de sua descrença religiosa.
Essas perguntas essenciais têm guiado a humanidade em suas buscas. Religiosos ou não, os homens procuram suas próprias respostas. A busca é uma necessidade, tanto que faz com que nós nos arrisquemos desbravando fronteiras cada vez mais distantes. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acho que Gosto de São Paulo

Faz tempo que não posto nada por aqui, tava sem internet, mas agora ela voltou!
No post anterior eu voei pela primeira vez. E adivinhe pra onde? São Paulo!
Gosto muito de viajar, mas nunca viajo, pelo menos não pra tão longe. Até então o mais distante que havia viajado tinha sido pra João Pessoa e pra Canindé no Ceará. E olhe só onde eu fui parar desta vez... Um prêmio depois de sacrificar minhas férias com estágios.
Imagine só, pra quem já morou em Marcelino Vieira, uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, conhecer São Paulo, uma das maiores cidades do mundo e maior do Brasil. A paisagem é um pouco diferente.
São Paulo sempre traz uma enxurrada de significados à minha mente. Na escola aprendi sobre sua importância econômica. No nordeste, São Paulo ainda hoje é destino para aqueles que sonham em melhorar de vida. Esse movimento tem diminuído muito nos últimos anos, mas o peso da imagem de pessoas saindo daqui em péssimas condições permanece no imaginário popular, na cultura e até nas artes. O peso do choro da minha vizinha pela partida de sua filha rumo a Diadema numa viagem de ônibus que dura cerca de três dias permanece na minha memória.
São Paulo às vezes é sinônimo de stress, violência urbana e trânsito caótico. Assim nos mostra a televisão. Ela também mostra que, para muitos nordestinos, o futuro conseguido nada tem a ver com aquele sonhado por esta gente tão ingênua.
Essa vinda em massa de nordestinos pra São Paulo parece gerar um pouco de pânico nos paulistanos (até certo ponto compreensível). A cantora Rita Lee disse uma vez num show aqui em Natal: “Fiquem aqui, São Paulo não tem mais futuro pra vocês!” (foi algo do tipo). É uma pena que o comportamento de alguns dos nossos compatriotas não se restrinja às sensatas advertências de Rita: recentemente a mídia tem noticiado violência contra nordestinos.
São Paulo também é lar de artistas que adentram nossas casas todos os dias e nos fazem sonhar. Já pensou topar com Sílvio Santos? São Paulo é berço do Brasil independente, é cidade que luta por constituições, é palco de mudanças políticas e revoluções culturais e como bem diz seu lema, não é conduzida, conduz.
A viagem foi assim: saímos daqui às 2h da manhã no avião. Eu, claro, fui olhando pela janela até ficar com dor no pescoço. Depois de um certo tempo, fiquei imaginando que região estaríamos sobrevoando. Seria algum lugar na Paraíba? Fomos então avisados pelo piloto que já estávamos na Bahia! Era isso. Tinha chegado mais longe do que nunca.
Quase de manhã, vi pela janela aquele mar de construções. Ia até o horizonte, não tinha fim. Como é que 20 milhões de pessoas resolvem, de uma hora pra outra, morar num único lugar do planeta? Se as Cataratas do Iguaçu fossem próximas a São Paulo, diria que a cidade teria sido um plano (mal sucedido) de algum comunista norte americano.
Pousamos, estávamos lá. O aeroporto era enorme e tinha gente do mundo todo. Pegamos um taxi. No caminho já deu pra sentir o clima mais ameno. Se fosse em Natal, mesmo de manhã, já estaríamos suando e nos abanando. Em todo lugar eram fábricas, condomínios e prédios e prédios e mais prédios. Em alguns pontos, como próximo à serra da Cantareira, ainda dava pra ver uma Mata Atlântica muito exuberante.
Visitamos vários lugares. Fomos à Av. Paulista, coração financeiro do Brasil. É como se todos os olhos deste país estivessem voltados para aquela única avenida. Há pessoas engravatadas para todos os lados e grandes edifícios também. No meio disso tudo, uma casa antiga, imagino que do início do século, resiste para nos contar histórias de ricos cafeicultores de tempos passados.
E tem o MASP. Talvez a melhor parte da viagem tenha sido visitar esse museu. Vi obras belíssimas de artistas famosos que só conhecia por causa dos livros. Quando a gente vê alguma coisa num livro ou na televisão, não sei, parece que não é o nosso mundo.
Ah, e tem a Livraria Cultura que parece ter sido tirada do desenho da Bela e a Fera. Um paraíso pra quem gosta de ler.
Fomos ao mercado municipal, passamos pela Estação da Luz, por cruzamentos antes só ouvidos nas músicas de Caetano e vimos o belíssimo teatro municipal. Fiquei imaginando como teria sido assistir à semana de 22 ali com todos aqueles artistas.
E fomos ao Parque do Ibirapuera admirar o Monumento às Bandeiras. Sou suspeito pra falar, adoro história.
Fomos muito bem tratados enquanto estivemos na cidade, o povo paulistano se mostrou muito acolhedor. Fiquei surpreso, achei que quando ouvissem nossa fala arrastada, nos tratariam com desprezo.
Não vi nada de trânsito caótico, acho que por sorte. O que notei de ruim: muitos mendigos. Mas guardadas as devidas proporções, igual a toda grande cidade. Observei também muitas pichações e, só no último dia, percebi a poluição no rio Pinheiros além de alguns usuários de droga caminhando em grupo pelas ruas.
Acho que adorei São Paulo, espero um dia poder voltar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Sonho de Voar

“…Fly me to the moon, let me play among the stars…”
“...No dia em que fui mais feliz/ eu vi um avião...”


Sempre fui louco por aviões de brinquedo. Queria um quando era criança. Quem nunca quis?
Sempre que via alguma coisa voar, balançava os braços como que para levantar vôo junto. Me parece que as coisas que voam têm o poder de ir a qualquer lugar. Espero em breve poder voar também, chegar perto das nuvens e “ver o mundo de cima”.
Agora que a hora está chegando, tá me batendo um certo pânico.
Hosana nas alturas!

Mas pra acalmar:

COME FLY WITH ME

Come fly with me, let's fly, let's fly away
If you could use some exotic booze
There's a bar in far Bombay
Come fly with me, let's fly, let's fly away

Come fly with me, let's float down to Peru
In llama-land there's a one-man band
And he'll toot his flute for you
Come fly with me, let's take off in the blue

Once I get you up there
Where the air is rarefied
We'll just glide
Starry-eyed
Once I get you up there
I'll be holding you so near
You may hear
Angels cheer, 'cause we're together

Weather-wise, it's such a lovely day
Just say the words and we'll beat the birds
Back to Acapulco Bay
It is perfect for a flying honeymoon, they say
Come fly with me, let's fly, let's fly away
Once I get you up there
Where the air is rarefied
We'll just glide
Starry-eyed
Once I get you up there
I'll be holding you so near
You may hear
Angels cheer, 'cause we're together

Weather-wise, it's such a lovely day
If you say the word, we will beat those birds
Back to Acapulco Bay
It is perfect for a flying honeymoon, they say
Come fly with me, let's fly--
Pack up, let's fly away