Para inaugurar este blog, resolvi falar dos ipês.
Assim como Rubem Alves, penso que os ipês são as árvores mais belas. Não sou pretensioso a ponto de achar que escreverei como ele, jamais. Mas minha intenção, ao criar este blog, é justamente falar sobre tudo o que encontro por aí, mesmo que alguém mais inteligente e sensível já o tenha feito.
Há alguns dias os ipês começaram a florescer aqui em Natal. Ainda não estão totalmente cheios, permanecem com algumas folhas verdes como nessa foto que tirei hoje ao passar em frente ao Centro de Biociências. Não resisti e fotografei.
Eles me lembram fim de ano, provas e correrias de final de período. Me lembram também que a faculdade está quase terminando e o quanto eu já passei tempo na escola, desde a época em que ia só pra pintar os desenhos que a professora entregava, até hoje quando me profissionalizo e me preocupo com o emprego que terei de arranjar.
Ah, e por falar em desenhos da escola, lembro que eu costumava pintá-los de acordo com os padrões: o cabelo das crianças só poderia ser amarelo, preto ou marrom; os olhos só verdes, azuis ou marrons. Parecia que se não fosse assim, faltaria harmonia no desenho. Hoje vejo que as coisas não são bem assim. Harmonia não tem nada a ver com isso, a exemplo dos próprios ipês. Quem quer que tenha inventado os ipês deve ter sido uma criança muito caprichosa. Dessas que pintam os cabelos de verde, rosa, roxo, branco; que pintam os telhados de vermelho...
Plínio, primeiramente, parabéns pela iniciativa de criação do blog.
ResponderExcluirSegundo, pelo belo texto. Os ipês realmente são fascinantes. Triste do indivíduo que não consegue se sensibilizar diante de um ipê florado.
Como você bem colocou, pelo menos aqui na nossa região, eles trazem o gostinho do fim das atividades do ano. Parecem querer celebrar conosco, cortejando-nos com seus buquês, incendiando a paisagem.
Como é belo ver a nossa UFRN pintada. O Centro Administrativo de Natal, que em breve virará o "complexo da copa" (espero que a flora seja preservada). Passar pelo Parque Solon de Lucena em João Pessoa, no fim do ano, e ver aquele fogaréu contrastando com as águas da Lagoa...
Acho o amarelo (também chamado de Craibeira) lindo, principalmente quando há varios juntos. Contudo, considero o rosa (ou rôxo) o mais fantástico. Ele é mais raro, e, na maioria das vezes, está isolado, fazendo-se soberano em meio ao verde, quando florado.
Parabéns pelo texto e foto =D