terça-feira, 12 de abril de 2011

A Busca

Há exatos 50 anos o homem viajou pela primeira vez ao espaço realizando um sonho antigo da humanidade e Yuri Gagarin, astronauta soviético protagonista de tal feito, surpreendeu o mundo com a simplicidade de sua expressão ao ver nosso planeta lá de cima (se é que podemos usar o termo “de cima” no espaço): “a Terra é azul!”. São poucos, porém, os que conhecem a frase na íntegra: “a Terra é azul, e eu não vi Deus”.
O que ele pretendia dizer com isso? A maioria deve acreditar que ele quisesse expor ao mundo seu ateísmo típico dos comunistas. E pode até ter sido isso mesmo, mas creio que nas entrelinhas ele nos coloca, mesmo sem querer, diante de nossas mais profundas questões existenciais.
Todos nós nos fazemos aquelas perguntas clássicas: Quem somos? De onde viemos? E quando Gagarin, mesmo com todo seu deslumbramento perante a visão de nosso planeta, afirma que não viu Deus, me parece haver mais uma frustração por não ter suas perguntas esclarecidas do que uma suposta comprovação da veracidade de sua descrença religiosa.
Essas perguntas essenciais têm guiado a humanidade em suas buscas. Religiosos ou não, os homens procuram suas próprias respostas. A busca é uma necessidade, tanto que faz com que nós nos arrisquemos desbravando fronteiras cada vez mais distantes. 

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